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N ão vivemos sozinhos, pois nossa vida encontra-se entrelaçada às vidas de quem está ao nosso lado, em casa, no trabalho, aonde quer que vam...

Não estrague seu dia com problemas que não são seus

Não vivemos sozinhos, pois nossa vida encontra-se entrelaçada às vidas de quem está ao nosso lado, em casa, no trabalho, aonde quer que vamos. Com isso, acabamos nos envolvendo, em maior ou menor grau, com muitas coisas que, na verdade, não nos dizem respeito. Sendo assim, para que possamos seguir em frente sem carregar demais o peso de nossas passadas, é preciso que tenhamos a consciência de que nem tudo o que acontece tem a ver com o que a gente faz.

Embora seja difícil não nos envolvermos com o que acontece bem ali do nosso lado, principalmente quando se trata de algo relacionado a quem amamos, como, por exemplo, nossos familiares, deveremos conseguir guardar um espaço de calmaria dentro de nós, para que não estejamos sempre com o coração pesado. Caso contrário, não viveremos em paz em nenhum lugar, carregando uma carga negativa em todos os ambientes em que estivermos.

Existem pessoas que nunca estão tranquilas, como se precisassem de preocupação para poder viver. Não conseguem enxergar solução para nada e acabam destinadas a sofrer todos os dias, seja pela sujeira na calçada, por conta de um filho rebelde, da torneira que pinga, prendendo-se a qualquer dissabor, tornando-se presa somente do que não está dando certo. Jamais serão capazes de enxergar o tanto de coisas boas que possuem.

Além de se sentirem a pior das criaturas, tentarão, a todo custo, culpar o mundo por tudo o que lhes acontece, recusando-se a refletir sobre o papel delas próprias naquilo tudo. Muitas vezes, inclusive, elas culpam a nós por aquilo que elas mesmas provocaram, pois não aceitam que o outro não esteja tão infeliz quanto elas e querem nos levar para junto de sua própria escuridão. É assim que muitos parceiros, colegas de trabalho, amigos, acusam uns aos outros e é assim que os relacionamentos se deterioram e findam.

Portanto, é preciso que sempre estejamos fortalecidos e certos quanto ao que somos e fazemos, para que não sejamos influenciados com a negatividade dos outros. Sabermos o que é nosso e o que não nos diz respeito nos livrará da negatividade alheia, blindando-nos contra as tentativas de fora de nos puxar em direção à tristeza e à miséria que não são nossas. Já temos bagagens demais; desnecessário carregarmos as malas de quem só guarda quinquilharia emocional. Sejamos felizes, por causa de e apesar de certas pessoas. É isso.

Prof. Marcel Camargo


A ndando pelo corredor de acesso ao metrô, um aroma reconfortante de café com leite e pão com manteiga na chapa entra por minhas narinas...

Teletransporte Metroviário

Andando pelo corredor de acesso ao metrô, um aroma reconfortante de café com leite e pão com manteiga na chapa entra por minhas narinas. Essa sensação boa imediatamente me leva à Alemanha de Wim Wenders, quando um anjo, desejoso das experiências humanas, salta das alturas para morrer como anjo e nascer como homem. O anjo caído esfrega as mãos geladas uma na outra para aquecê-las do frio, e em seguida toma um café quente. Isso só, fricção das mãos e direito a uma bebida quente, já satisfaz seu sublime desejo de humanidade.

Já dentro do metrô, o auto-falante ensaia uma mensagem em inglês. Será que estou no metrô londrino indo em direção ao palácio de Buck- alguma-coisa? O que faz a rainha a essa hora? Como será o conforto da vida das pessoas que levaram para si metade das riquezas do planeta? Comecei a me imaginar num jardim florido, cheiroso... tedioso.

Por sorte cheguei ao meu destino. Nem Londres, nem Berlim. Apenas um encontro com duas amigas... calorosas, bonitas, generosas, no metrô República. Me deram muitos abraços.
Encarnei para ganhar abraços de anjos planetários. Caídos ou subidos. Meu céu, onde sou rainha, não tem referencial.


By Marta Aguiar

E u talvez não tenha muitos amigos. Mas os que eu tenho são os melhores que alguém poderia ter. Além disso tenho sorte, porque os amig...

Meus Amigos

Eu talvez não tenha muitos amigos. Mas os que eu tenho são os melhores que alguém poderia ter.
Além disso tenho sorte, porque os amigos que tenho têm muitos amigos e os dividem comigo.
Assim o meu número de amigos sempre aumenta, já que eu sempre ganho amigos dos meus amigos.
Foi assim aqui, uns eu ganhei há tempos, outros são mais recentes.

E quem os deu não ficou sem eles, pois a amizade pode sempre ser dividida sem nunca diminuir ou enfraquecer. Pelo contrário, quanto mais dividida,mais ela aumenta.
E há mais vantagens na amizade: é uma das poucas coisas que não custam nada e valem muito, embora não sejam vendáveis.

Entretanto, é preciso que se cuide um pouco das amizades. As mais recentes, por exemplo, precisam de alguns cuidados. Poucos, é verdade, mas indispensáveis.
É preciso mantê-los com um certo calor, falar com eles mais amiúde e no início, com muito jeito.
Com o tempo eles crescem, ficam fortes e até suportam alguns trancos.

Os mais antigos, já sólidos, não exigem muito, são como as mudas das plantas, que depois de enraizadas, parecem poder viver sem cuidados, porém não podem jamais ser esquecidas. Algo é preciso para mantê-las vivas.
Prezo muito minhas amizades e reservo sempre um canto no meu peito para elas.

E, sempre que surge a ocasião, também não perco a oportunidade de dar um amigo a um amigo, da mesma forma que eu ganhei vocês. E não adiantam as despedidas.  De um amigo ninguém se livra fácil. A amizade além de contagiosa é totalmente incurável.

Author Desconhecido

A mais árdua tarefa que se pode ter é continuar a amar os seus semelhantes apesar de todos os motivos para não fazer isso, e o verdadei...

Grandeza

A mais árdua tarefa que se pode ter é continuar a amar os seus semelhantes apesar de todos os motivos para não fazer isso, e o verdadeiro sinal de sanidade e grandeza é continuar assim. Existe esperança em abundância para aquele que consegue alcançar isso. Para os que não conseguem, apenas existe pesar, ódio e desespero. E não é dessas coisas que grandeza, sanidade e felicidade são feitas. (…) A verdadeira lição é aprender a amar. Aquele que quer caminhar pela vida sem se magoar tem que aprender isso. Nunca use aquilo que lhe é feito como uma razão para o ódio. Nunca deseje a vingança. Amar o homem requer força real. E amá-lo apesar de todas as tentações para proceder de outra forma, apesar de todas as provocações e razões para não o fazer. Felicidade e força só persistem na ausência de ódio. Só odiar é o caminho para o desastre. Amar é o caminho para a força. Amar apesar de tudo é o segredo da grandeza. E pode muito bem ser o maior segredo deste universo.

Texto de: L. Ron Hubbard

M inha sogra oficial (sim, eu já tive sogra oficial) foi a pessoa que passou pela minha vida que mais sabia cozinhar. Ela era nascida em...

Aquilo que mais sabemos parece desprovido de essencialidade

Minha sogra oficial (sim, eu já tive sogra oficial) foi a pessoa que passou pela minha vida que mais sabia cozinhar. Ela era nascida em Cluj, terra em que até vampiro é Conde (o Drácula), e ela repetia, perto de mim, aqueles segredos culinários nobres que, até hoje, não conheci nada que superasse tal gostosidão. Uma mordida num pedaço de bolo feito por ela, carregado de morangos e creme de chocolate gelado, ou num rocambole de nozes, me fez refém de doces do tipo austro-húngaro para a eternidade.

Aquilo que mais sabemos parece desprovido de essencialidade
Quando ela estava perto da morte, por diabetes evidentemente, ela perdeu parte da consciência. E, então, ela me perguntava:
- Martinha, como é que a comida se faz?
E eu respondia:
- Você não lembra?
- Lembro como se cozinha, mas não entendo como a comida se faz.

Aquilo que mais sabemos parece desprovido de essencialidade
Ela estava já em alguma outra dimensão. Queria explicação química ou essencial da transformação dos alimentos. Não bastava ser a melhor das cozinheiras e saber muito sobre essa arte. Ela estava descobrindo, em seus últimos dias, que havia mais, muito mais para se saber.

Aquilo que mais sabemos parece desprovido de essencialidade
Acho que assim somos todos nós. Cheios de conhecimentos e sem essencialidade. Talvez por isso o mundo caminhe por rumos tão aparentemente desconexos. Alguma chave de sensibilidade nos falta. Estamos a esmo, cozinhando, cozinhando... apenas.


Texto de: Marta Aguiar

C hique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, verdadeiro com as pessoas, leal com quem você se relaciona e honesto nos...

Chique mesmo é ser discreto

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, verdadeiro com as pessoas, leal com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios. Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, não trapacear, não enganar, muito menos se achar superior aos outros! Chique do chique é não se iludir com o que você não tem...
Quando se pretende corrigir o caráter não há plástica que salve: grosseria, mentira, prepotência, fraude, agressão, intolerância, arrogância, falsidade.  Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem antes de tudo de ser humilde e se lembrar sempre do quão simples e breve é a vida e de que, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo. Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma a arrogância alheia, e não deixe de fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!


Gloria Kalil

M ulheres fortes riem por motivos que outros choram! Mas também choram… Porque sabem o valor dos seus sentimentos e não têm vergonha de ...

Mulheres Fortes

Mulheres fortes riem por motivos que outros choram! Mas também choram… Porque sabem o valor dos seus sentimentos e não têm vergonha de assumirem quem são.

Cometem loucuras por amor, lutam por ele, porque não há vergonha em amar, vergonha é de quem não sabe receber. Arcam com as consequências dos seus atos, andam de cabeça erguida porque são transparentes e têm orgulho de serem verdadeiras.

Mulheres fortes pedem colo quando necessitam porque sabem o valor de unir forças…
Mulheres fortes sabem que o são e assustam aqueles que adoram viver na escuridão!
Mulheres fortes podem até curvar, mas não quebram!
Mulheres fortes podem passar muito tempo sem uma companhia porque não precisam somente estar acompanhadas, elas se valorizam…

Mulheres fortes são admiradas e ao mesmo tempo temidas, por esse motivo por vezes vivem solitárias, mas quando a companhia sabe como é incrível estar ao lado de uma delas, reconhecendo os seus valores, não tentando mudá-las, não há quem as detenham…

Aviso: Não tentem detê-las!

Mulheres fortes sabem das suas necessidades e não precisam ferir ninguém para atendê-las.
Mulheres fortes são sinceras, mas não grosseiras… São sensíveis e sabem que não têm direito de machucar, se o fazem sofrem com toda a sua sinceridade e tentarão de tudo para consertar…

Mulheres fortes surgem das suas vivências, não se vitimizam e sabem valorizar até os momentos em que tentam oprimi-las, pois essa é a sua sala de aula favorita.
Aprendem e saem fortalecidas. Se tentarem lutar contra elas, saibam: não há como vencê-las. Elas saem-se bem até quando os outros pensam que estão conseguindo passá-las para trás…

Cuidado! Não subestimem mulheres fortes, só porque às vezes elas parecem estar indefesas, fragilizadas. Vocês não sabem com quanta força elas conseguem te derrubar, pode ser com um sorriso de canto, um olhar… Mas não é para te machucar. Só se machuca com mulheres fortes quem ousa tentar derrubá-las…

Mulheres fortes sabem quando sair de campo, às vezes podem até reclamar, afinal faz parte lutar até ao fim, mas quando saem, saem de vez. Não adianta lhes pedir para voltarem…
Mulheres fortes pedem perdão, e somente pessoas igualmente fortes as perdoarão.

Mulheres fortes erram somente uma vez numa questão, por isso não esperem que elas continuem a repetir o mesmo erro, simplesmente porque erraram uma vez. Isso não será motivo para elas se abaterem, sabotarem ou se escravizarem. Errar faz parte de ser forte!

Mulheres fortes constroem relacionamentos sólidos, não esperem liquidez, não vai rolar!
Mulheres fortes precisam de companhias fortes, precisam de companhias que não sejam metade de nada para elas. Elas sempre estarão inteiras para vocês.
Mulheres fortes sorriem mesmo que no fundo estejam sangrando…

Mulheres fortes lutam por todos aqueles que valem a pena lutar e quando percebem que não há resultado, retiram-se sem olhar para trás.
Mulheres fortes aprendem que para serem fortes, não precisam passar por cima de ninguém, mesmo que façam isso com elas, elas seguem sem rancor, seguem sabendo exatamente como viver da sua própria maneira!


Texto de: Rúbia Zanettini

S er elegante vai além de ter bom gosto com roupas e saber se vestir. Elegância é algo que a gente carrega e não veste. Regras de e...

Elegância é algo que a gente carrega

Ser elegante vai além de ter bom gosto com roupas e saber se vestir. Elegância é algo que a gente carrega e não veste.

Regras de etiqueta da vida e não do armário para uma vida onde elegância é sinônimo de educação e bom comportamento.

Sabe o que é mesmo elegante? Ter bom senso e respeito.

Não é preciso estar em cima de um salto alto ou dentro de um terno caríssimo para ser elegante. As atitudes enfeiam pessoas que não tem bom comportamento.

A elegância está na simplicidade de um bom dia sincero para o porteiro que passou a noite toda acordado, no falar baixo quando o outro está perto, no saber ouvir quando o outro fala, e no saber sorrir quando isso é tudo o que você pode oferecer. No saber agir sem agredir.

Uma pessoa elegante tem encantamento na voz, fala com propriedade e tem jeito com as palavras. Sabe chamar a atenção sem ser rude, saber observar sem se intrometer, sabe respeitar o espaço alheio.

A elegância está no tom da voz e no silêncio que também comunica. Na forma de se posicionar quando precisa, no jeito de ver o mundo.

Um pessoa elegante não vive de fofocas, não inventa mentiras e não se mete em baixaria. Quem é elegante tem positividade, atrai pessoas do bem, vibra com a vida, com os sucessos, torce pelo outro, não tem inveja, carrega alegrias e otimismo, e sente com verdade. Não sabe viver de oportunismos, sabe se colocar nas oportunidades e não puxa saco nem tapete.

Elegância está no “com licença” e “muito obrigado”. No reconhecimento do esforço, na empatia e na colaboração.Está na mão que ajuda, está também na gratidão
E quanto mais conheço pessoas, mais percebo que a elegância está vestida de simplicidade e não de rótulos e invólucros sociais. Encontrei mais elegância calçada de chinelos que vestida de etiquetas, e isso não tem haver com situação financeira, mas com referência de vida, criação e sabedoria.

"Encontrei a elegância no ser e não no ter, e percebi que é mais elegante aqueles que se vestem de amor."


Texto de Anieli Talon - Jornalista, Atriz e Escritora

B aixemos a guarda, as armas, as mãos. Paremos de nos assaltar em emboscadas, cujo único propósito é nos colocar contra uma parede que p...

Baixemos a Guarda

Baixemos a guarda, as armas, as mãos. Paremos de nos assaltar em emboscadas, cujo único propósito é nos colocar contra uma parede que parece encolher a cada dia. Tenhamos a gentileza de nos estender a própria mão, num auto amor que já passou da hora de acontecer.

Marquemos um encontro com nosso riso fácil, nossos ombros relaxados, nossas pernas bambas do prazer dos afetos simples. Sejamos adoráveis a ponto de nos convidarmos, a nós mesmos para uma dança libertadora, sem passos demarcados, ritmos acertados, nenhuma coreografia. Corpo solto namorando a melodia.

Encontremos tempo para nos redescobrir enquanto é tempo. Enquanto ainda não nos corrompemos o suficiente para servir às coisas que nos matamos de trabalhar para conquistar. Enquanto ainda somos capazes de rir sem querer e chorar quando tiver vontade.


Por:  Ana Macarine

V amos supor que nada do que os homens acreditam sobre o Natal fosse verdade?  Que tudo aquilo que os profetas disseram sobre o nasci...

O Natal Existe

Vamos supor que nada do que os homens acreditam sobre o Natal fosse verdade? 
Que tudo aquilo que os profetas disseram sobre o nascimento de Jesus, indicando até o local, era somente uma historinha pra nenhum boi dormir na estrebaria mais bonita do mundo. Que o coral de anjos nos céus de Belém, cantando a sinfonia maravilhosa, cuja letra a humanidade inteira sabe cantar (quem não canta é porque não quer, mas sabe) era somente para assustar e desmaiar pastores no campo...

Vamos supor que os reis magos, vindos de muito longe, do oriente, talvez de Bagdá, carregando presentes caríssimos, era uma propina e que esses cientistas pesquisadores queriam somente passear, usurpando verbas, em jurisdição alheia, nas barbas de outro rei.

Vamos supor que a fuga da família para o Egito era somente uma excursão para gastar as milhas acumuladas no lombo do burrinho de Nazaré a Jerusalém. Ou que Herodes decretou a matança das crianças só para agradar os aliados da base do seu governo.

Vamos supor que a Escola que Jesus fundou na Galiléia com educação presencial e virtual, com módulos para o ensino à distância, escrito pelos alunos ou que a sua preocupação ao mostrar a importância do uso correto da rede (web) ensinando a acessar, convidando a Pedro Tiago e João para o seu twiter (segue-me...) ensinando a Pedro a se ligar ao provedor, dando-lhe a senha (Tudo o que ligares na terra...) foi só uma coincidência com a linguagem virtual de hoje.

Vamos supor que o sermão do monte era uma tese de doutorado, nada mais, e que os valores ensinados eram somente a oportunidade para implantar a merenda escolar, a cesta básica, o vale refeição, o exercício do Pai Nosso supervisionado.

Vamos supor que as curas maravilhosas, que não foram o foco principal do ministério de Jesus, mas sim o Seu plano de salvação, serviram somente para atiçar a inveja dos políticos milagreiros e que a cruz foi a sentença por um crime político de traição ao poder dos governantes. Se tudo isso fosse uma metáfora, se vivêssemos só esperando a felicidade e a recompensa na Terra, se não pudéssemos comemorar o Natal, porque Jesus não é o Salvador prometido, é um filósofo famoso, com jornada acadêmica encerrada, então poderíamos parafrasear o Apóstolo Paulo:
“Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”.
I Coríntios 15:9

Por: Ivone Boechat

Pequena Biografia da autora desse texto: Natural do Estado do Rio - Membro da Academia Mundial de Cultura e Literatura -  Membro da Academia Duquecaxiense de Letras e Artes de Duque de Caxias-RJ - Educadora - Medalha" Lux in Tenebris" do  Sindicato dos Professores do Estado do Rio de Janeiro -  Autora de 16 livros - PhD - Psicologia Educação - Consultora em Educação.

"O homem criou braços capazes de alcançar a Lua e não consegue segurar o abandono do outro lado da rua."

D espedir-me de minha mãe foi a mais dura lição que a vida me deu até hoje. Ninguém está preparado para a morte, para viver de repente ...

Despedidas que devastam

Despedir-me de minha mãe foi a mais dura lição que a vida me deu até hoje. Ninguém está preparado para a morte, para viver de repente sem a presença de alguém que tanto amamos. Seja aos poucos, seja repentinamente, o adeus com gosto de demora sem fim antecipa toda a dor que esse enfrentamento carrega e nos coloca diante do imutável, do indelével, do que não se pode mais mudar. E como dói.

Minha mãe foi minha maior e mais bela referência de vida, de mundo, de ternura. Minhas primeiras lembranças já são comigo amando-a sem medida e foi assim até o dia em que ela partiu – é assim até hoje, aliás. Ela foi minha procura nas noites de pesadelo, meu consolo nos momentos de desespero, meu conforto sempre que a vida dizia não. Foi meu norte, meu sul, meu leste-oeste, lá fora e dentro de mim.

Eu adorava repousar minha cabeça em seu colo, em frente à TV, enquanto ela me contava dos atores de sua época. Eu ficava ao lado do fogão, enquanto ela cozinhava, ouvindo-a contar sobre os enredos dos romances que tinha lido, sobre as pessoas que tinha conhecido, sobre sua infância, seu namoro com meu pai, seu amor pelo meu avô. Ela amava a família, amava as festas, amava viver. Herdei dela – e por ela – meu gosto por filmes e livros, meus anos aprendendo piano, minha teimosia em sorrir, apesar de tudo e de todos.

Minha vida é rodeada por minha mãe, tudo a tem, seu cheiro, os sabores de seus cafés da tarde, as cores do Natal, a missa, o carnaval. Ela era minha mais fervorosa fã, acreditava em mim, torcia verdadeiramente por mim. E eu consegui voltar de meus descaminhos porque não me permitia magoá-la. Fazia por mim e por ela, éramos eu e ela sempre. Ah, e como aquela mulher também sabia ser ácida, com palavras que doíam fundo, quando necessário, porém, tudo era amor e saber isso me bastava.

Deixá-la ir foi a mais dolorida atitude que pude tomar. Nos seus últimos momentos de consciência, antes que a morfina lhe roubasse a lucidez, passei a noite junto com ela. Naquela madrugada sem fim, no hospital, ela apontava suas bochechas pálidas, pedindo-me que a beijasse várias vezes. Ela queria me dizer, com esse gesto, que me amava, que eu deveria ser forte, que eu nunca a decepcionara, que eu era e sempre tinha sido um filho querido. Ela se eternizava dentro de mim desde sempre e foi indo, enquanto eu abraçava aquela fortaleza que me sustentara até então, dizendo-lhe que ela já poderia descansar, que ela já tinha resistido muito além de suas forças, que criara seis filhos de forma exemplar, doando-se além de si mesma.

Creio que nenhum adeus é tranquilo, indolor, mesmo quando nos despedimos do que nem tanto bem nos faz. A saudade é muito peculiar, porque ela já se instala assim que o outro se vai, nem dá tempo de a gente pensar sobre a ausência – vem automaticamente. E a gente continua, porque é isso que quem partiu espera de nós, que prossigamos a nossa jornada sendo quem somos, junto a quem ainda caminha conosco, amando-nos e precisando de nós.

E, como a gente nunca sabe quando será a última vez, ainda que não tenhamos tempo de nos despedir de quem parte – algumas partidas são ainda mais injustas, visto que repentinas -, a força do amor faz com que somente fique tudo de bom em quem vai e em quem fica. O adeus está presente nos momentos mais especiais que passamos junto com as pessoas, vai sendo construído na forma do afeto que se vale dos gestos, olhares, palavras, no cotidiano do amor. E é o amor que se leva. E é o amor que nos mantém vivos na certeza do reencontro, na fé que sustenta essa distância forçada que a vida nos empurra.

Viver sem a presença de alguém que amamos é possível, sim, mas parece que nada mais fica igual, nada permanece o mesmo, lá fora e aqui dentro. O tempo diminui aos poucos a dor e a gente se reergue, mas fica lá no fundo da alma um pedacinho em aberto, um espaço vazio, porque as pessoas morrem, mas a saudade não. E as lembranças gostosas acalentam os nossos dias, consolam quando a tristeza quer crescer, ajudam quando a vida derruba, acalmam quando o sol se vai. Porque perder minha mãe sobretudo me tornou ainda mais convicto de que a força do amor é mais forte do que tudo, até mesmo do que a dor da morte. E, parafraseando Chico Xavier, não duvidemos: o reencontro com nossos amados arrebentará as portas do céu.


Texto de: Marcel Camargo
https://www.facebook.com/profmarcelcamargo/

Um Sensível Texto De Albert Einstein A escola fracassou comigo, e não eu com ela. Ela me deixou entediado. Os professores se compo...

Todos Nós Dançamos Uma Música Misteriosa
Um Sensível Texto De Albert Einstein

A escola fracassou comigo, e não eu com ela. Ela me deixou entediado. Os professores se comportavam como Feldwebel (sargentos). Eu queria saber o que eu queria saber, mas eles queriam que eu aprendesse para o exame. O que eu mais odiava era o sistema competitivo lá, e especialmente dos esportes. Devido a isso, eu não valia nada, e várias vezes eles sugeriram que eu saísse.

Era uma escola católica em Munique. Eu senti que a minha sede de conhecimento estava sendo estrangulada por meus professores; as notas eram sua única medição. Como pode um professor a compreender a juventude com tal sistema?

A partir de doze anos comecei a suspeitar da autoridade e desconfiar de meus professores. Eu aprendi principalmente em casa, primeiro do meu tio e, em seguida, de um estudante que vinha para comer com a gente uma vez por semana. Ele me mostrava livros sobre física e astronomia.

Quanto mais eu lia, mais confuso eu era pela ordem do universo e pela desordem da mente humana, pelos cientistas que não concordaram sobre o como, o quando, ou o porquê da criação.

Então, um dia esse aluno me trouxe ‘Crítica da Razão Pura’ de Kant. Lendo Kant, comecei a suspeitar de tudo o que me foi ensinado. Eu já não acreditava no Deus conhecido da Bíblia, mas sim no Deus misterioso expresso na natureza.

As leis básicas do universo são simples, mas porque nossos sentidos são limitados, não podemos compreendê-las. Há um padrão na criação.

Se olharmos para uma árvore lá fora com raízes buscando pela água por debaixo do pavimento, ou uma flor que exala o seu cheiro doce às abelhas polinizadoras, ou até mesmo nós mesmos e as forças interiores que nos impulsionam a agir, podemos ver que todos nós dançamos uma música misteriosa, e o flautista que toca a melodia de uma distância, com qualquer nome que queiramos dar-lhe: Força Criativa ou Deus, escapa todo o conhecimento dos livros.


Todos nós dançamos uma música misteriosa

A ciência nunca está terminada porque a mente humana utiliza apenas uma pequena parte de sua capacidade, e a exploração do mundo pelo homem também é limitada.
A criação pode ser espiritual na origem, mas isso não significa que tudo criado é espiritual. Como eu posso explicar essas coisas para você? Vamos aceitar o mundo é um mistério. A natureza não é nem exclusivamente material, nem inteiramente espiritual.


Homem, também, é mais do que carne e sangue

Caso contrário, nenhuma religião teria sido possível. Por trás de cada causa há outra causa; o fim ou o começo de todas as causas ainda não foi encontrado.

No entanto, apenas uma coisa deve ser lembrada: não há efeito sem causa, e não há nenhuma ilegalidade na criação.

Se eu não tivesse uma fé absoluta na harmonia da criação, eu não teria tentado por trinta anos expressá-la em uma fórmula matemática. É só a consciência do homem sobre o que ele faz com sua mente que o eleva acima dos animais, e permite-lhe tornar-se consciente de si mesmo e sua relação com o universo.
Eu acredito que eu tenho sentimentos religiosos cósmicos. Eu nunca poderia entender como alguém poderia satisfazer estes sentimentos ao orar a objetos limitados. A árvore do lado de fora é a vida, uma estátua está morta. Toda a natureza é vida, e vida, como eu a observo, dura e complexa,  rejeita um homem semelhante a Deus.

O homem tem infinitas dimensões e encontra Deus em sua consciência. [A religião cósmica] não possui outro dogma senão ensinar ao homem que o universo é racional e que o seu destino mais elevado é ponderar-lo e co-criar com suas leis.

Eu gosto de experimentar o universo como um todo harmonioso. Cada célula possui vida. A matéria, também, possui vida; É energia solidificada. Nossos corpos são como prisões, e estou ansioso para ser livre, mas eu não especulo sobre o que vai acontecer comigo.


Eu gosto de experimentar o universo como um todo harmonioso

Eu vivo aqui e agora, e minha responsabilidade é neste mundo agora. Eu lido com as leis naturais. Este é o meu trabalho aqui na Terra. O mundo precisa de novos impulsos morais que, temo, não virão das igrejas, fortemente comprometidas como têm sido ao longo dos séculos.

Talvez esses impulsos devem vir de cientistas na tradição de Galileu, Kepler e Newton. Apesar de falhas e de perseguições, estes homens dedicaram suas vidas para provar que o universo é uma entidade única, em que, creio eu, um Deus humanizado não tem lugar.

O cientista genuíno não é movido pelo louvor ou culpa, nem prega. Ele desvenda o universo e as pessoas vêm ansiosamente, sem ser empurradas, para contemplar uma nova revelação: a ordem, a harmonia, a magnificência da criação!

E conforme o homem se torna consciente das leis estupendas que governam o universo em perfeita harmonia, ele começa a perceber o quão pequeno ele é. Ele vê a pequenez da existência humana, com as suas ambições e intrigas, o seu crer em ‘eu sou melhor do que você’.

Este é o começo da religião cósmica dentro dele; a comunhão e o serviço humano tornar-se seu código moral. Sem tais fundamentos morais, estamos irremediavelmente condenados.

Se queremos melhorar o mundo não podemos fazê-lo com o conhecimento científico, mas com ideais. Confúcio, Buda, Jesus e Gandhi fizeram mais para a humanidade do qualquer ciência jamais fez.

Temos que começar com o coração do homem – com a sua consciência – e os valores da consciência só podem ser manifestados por um serviço altruísta para a humanidade.

A religião e a ciência caminham juntas. Como eu disse antes, a ciência sem religião é manca e religião sem a ciência é cega. Eles são interdependentes e têm um objetivo comum – a busca da verdade.

Por isso, é um absurdo para a religião proscrever Galileu ou Darwin ou outros cientistas. E é igualmente absurdo quando os cientistas dizem que não há Deus. O verdadeiro cientista tem fé, o que não significa que ele deve se inscrever em um credo.


O verdadeiro cientista tem fé, o que não significa que ele deve se inscrever em um credo

Sem religião não há caridade. A alma que é dada a cada um de nós é movida pelo mesmo espírito vivo que move o universo.

Eu não sou um místico. Tentar descobrir as leis da natureza não tem nada a ver com misticismo, embora em face da criação eu me sinta muito humilde. É como se um espírito se manifestasse infinitamente superior ao espírito do homem. Através da minha busca na ciência conheço os sentimentos religiosos cósmicos. Mas eu não me importo de ser chamado um místico.

Eu acredito que nós não precisamos nos preocupar com o que acontece depois desta vida, enquanto nós fazemos o nosso dever aqui, para amar e servir.

Eu tenho fé no universo, porque ele é racional. Leis ditam cada acontecimento. E eu tenho fé no meu propósito aqui na Terra. Tenho fé em minha intuição, a língua da minha consciência, mas não tenho fé em especulações sobre o Céu e o Inferno. Estou preocupado com este tempo aqui e agora.

Muitas pessoas pensam que o progresso da raça humana está baseado em experiências de natureza empírica, crítica, mas eu digo que o verdadeiro conhecimento está a ser obtido apenas através de uma filosofia da dedução. Pois é a intuição que melhora o mundo, não apenas seguir um caminho trilhado do pensamento.

A intuição nos faz olhar para os fatos não relacionados e depois pensar sobre eles, até que tudo possa ser traduzido em uma lei. Procurar por fatos relacionados significa manter o que se tem em vez de procurar novos fatos.

A intuição é o pai de novos conhecimentos, enquanto que o empirismo nada mais é que um acúmulo de conhecimento antigo. A intuição, não o intelecto, é o “abre-te sésamo” de si mesmo.

Na verdade, não é o intelecto, mas a intuição que leva a humanidade adiante. A intuição diz ao homem o seu propósito nesta vida.

Eu não preciso de qualquer promessa de eternidade para ser feliz. Minha eternidade é agora. Eu tenho um único interesse: cumprir o meu propósito aqui onde estou.

Este propósito não me é dado por meus pais ou meu ambiente. É induzido por certos fatores desconhecidos. Esses fatores tornam-me uma parte da eternidade.


"Albert Einstein"


Fonte do texto: Einstein e o Poeta - Em Busca do Homem Cósmico (1983).  
Você pode encontrar este e outros artigos de Einstein em “Einstein, o enigma do Universo”.

U m amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já...

Pertencer

Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. 

Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. 
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. 

Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. 

Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. 

Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. 

No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança. 

Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido. 

A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!


Autora: Clarice Lispector

Grace Kelly O apego é fabricador de ilusões, e quem quer o real deve ser desprendido. Tão logo sabemos que uma coisa é real, já não ...

O Apego
Grace Kelly

O apego é fabricador de ilusões, e quem quer o real deve ser desprendido. Tão logo sabemos que uma coisa é real, já não podemos estar apegados a ela. O apego não é outra coisa senão a insuficiência no sentimento da realidade. Somos apegados à posse de uma coisa por acreditarmos que, se deixarmos de possuí-la, ela deixará de ser. 


Por: Simene Weil - Em: Gravidade e Graça

Pintura: © Julio Romero de Torres (1874 - 1930) C ontei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do qu...

O Tempo que Foge
Pintura: © Julio Romero de Torres (1874 - 1930)
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas... As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade,

Quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!


Autor: Ricardo Gondim - Livro: “Creio, mas tenho Dúvidas” - Editora: Ultimato - Pg: 107
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M esmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho in...

Penso no que faço com Fé, faço o que devo fazer com Amor
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende!
Eu sou aquela mulher a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida e não desistir da luta,
Recomeçar na derrota,renunciar a palavras e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos e ser otimista. 
Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves na alma. 

"Não podemos acrescentar dias à nossa vida, mas podemos acrescentar vida aos nossos dias”.


Cora Coralina

F alar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o qu...

Reverência ao destino
Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.


Carlos Drummond de Andrade

Imagem: yellowish C erto dia, uma senhora muito bem vestida foi em direção à ambulância e perguntou, com um ar de superioridade e gross...

Roupas não dizem tudo
Imagem: yellowish
Certo dia, uma senhora muito bem vestida foi em direção à ambulância e perguntou, com um ar de superioridade e grosseria, onde estava o médico.
- Boa tarde, senhora. Em que posso ser útil? - ­respondeu Gilberto.
- Você é surdo? - replicou a mulher. Não ouviu que eu estou querendo saber onde está o médico?
- Pois não, senhora, eu sou o médico, em que posso ser útil - voltou a responder educadamente.
- O quê? Você é o médico? Com essas roupas eu não ia descobrir nunca.
- Desculpe, senhora. Pensei que estivesse procurando um médico e não um terno.
- Desculpe, doutor. É que vestido assim o senhor não parece um médico.
- Interessante, não é! Eu pensei a mesma coisa quando vi a senhora. Uma mulher tão elegante, com belas roupas. Quando a vi chegar, pensei que iria sorrir e nos cumprimentar com um caloroso bom dia!


Darlei Zanon

E u queria mudar o mundo. Queria dar comida aos necessitados. Mas antes disso precisava saber valorizar a comida que eu tenho. Eu queria ...

Eu queria mudar o mundo
Eu queria mudar o mundo. Queria dar comida aos necessitados. Mas antes disso precisava saber valorizar a comida que eu tenho. Eu queria mudar o mundo. Queria fazer trabalhos voluntários. Mas antes disso precisava ser voluntário comigo mesmo, e parar de trabalhar tanto. Eu queria mudar o mundo. Levar educação para milhares de crianças. Mas antes disso eu precisava ser mais educado com o meu semelhante. Eu queria mudar o mundo. Dar abrigo aos pobres. Mas antes disso eu tinha que ajudar as pessoas ao meu redor. Eu queria mudar o mundo. Levar paz para todos. Mas antes disso tinha que parar de discutir por coisas tão insignificantes. Eu queria mudar o mundo. Mas a primeira mudança tinha que ser em mim, eu tinha que ser um espelho, para que as pessoas vissem a minha mudança, e ela contagiasse a todos. Pois a maior mudança é em nós mesmos.


Will Albuquerque



Swedish House Mafia - Don't You Worry Child

T omara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do no...

Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. 

Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. 

Tomara que apesar dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz...


Caio Fernando Abreu